Vanguart

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Cidade pequena é tudo de bom

                   Newark  fica no estado de Delaware. Foi fundada em 1694, por irlandeses e escoceses e tem 32 mil habitantes. Tudo na cidade gira em torno da Universidade de Delaware, que forma anualmente 22 mil estudantes. Não sei se é porque a cidade é pequena ou se há tradições que permancem com o tempo, mas aqui se ouve o apito do trem a noite inteira.  E também o tintilar dos sinos da igreja matriz!


                          O trem passa o dia todo e me faz imaginar que os Estados Unidos, ao contrário do Brasil, mantêm o transporte ferroviário como o maior meio de deslocamento de cargas. Uma característica da cidade de Newark é a de apresentar uma trilha ao redor da linha férrea,  por onde os pedestres e esportivas podem caminhar. Eles a chamam de walking-way.


Outro episódio bastante corriqueiro nas ruas e árvores da cidade é a assídua presença de figuras renomadas americanas, como os esquilos e os pássaros locais. Eles parecem não se importar com o clima glacial do povoado e fazem poses para os amadores fotógrafos de plantão.



Mais algumas fotos da cidade:







quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014


Mais impressões
Conforme os dias vão passando (as time goes bye), vou juntando mais alguns achados na minha memória. São impressões, cheiros e cores de Newark e das cidades e estados que visito. Converso com muitas pessoas. Aproveito a fila do supermercado e a viagem no ônibus para puxar um papo. Em um dia desses, voltando do Christiana Mall, perguntei à americana de classe social menos favorecida (porque aqui só  anda de ônibus quem  é pobre e sobre isso vou falar mais tarde) o que ela achava do Obama. Ela me disse assim: "Obama is a fiction book." E explicou, Obama é como um livro de ficção. A história é muito bonita, mas não corresponde à realidade.


Outra moça, dessa vez na saída do supermercado Path Mark, enquanto nos ajudava a trazer as compras para casa, contando que aqui se podia trazer o carrinho, nos disse que estava desempregada. Jessica (o seu nome) disse que não havia conseguido terminar os estudos e nem tinha um trabalho porque desde criança sofria com um sério problema na coluna. Ela é jovem ainda, deve ter uns 24 ou 25 anos, é casada e está grávida. Segundo Jessica, a licença maternidade nos Estados Unidos é de seis semanas. Os médicos não costumam dar atestado se você está doente, ou dão de poucos dias. Se você tem saúde você consegue trabalhar, senão está fora do sonho americano.

    Nossos professores da universidade aqui ganham em média 70 mil dólares por ano.  Ganham bem menos que no Brasil, se levarmos em conta os preços daqui. Eles nos contaram que uma das vantagens de se estar empregado em uma universidade é a garantia da faculdade dos filhos, que aqui é caríssima. Um professor de elementary ou high school aqui (nós aí do Brasil), começa a carreira ganhando 1.200 dólares, por cinco aulas diárias. Cerca de 3.000,00. Segundo minhas pesquisas, uma conta de energia elétrica baixa é 100 dólares. Um litro de leite custa R$ 4,25 e um pão de forma R$ 2,50 no supermercado mais barato. A vantagem de ser professor aqui, me contou um senhor casado com uma professora, é que se tem no mínimo 3 meses de férias por ano, já que as férias vão de 1° de julho a 1° de setembro e ainda tem o recesso do Natal, que vai do dia 20 de dezembro ao dia 10 de janeiro. Uma coisa curiosa está acontecendo por aqui, os professores estão caindo fora da profissão, pois não estão suportando as cobranças, segundo eles, estão "pegando muito no pé."
Outra vantagem de ser professor aqui é o seguro saúde, que dizem ser ótimo.
As escolas são muito decoradas, como a gente vê nos filmes. O currículo é bem diversificado. Tem aula de música, culinária, arco e flecha, fábrica de chocolates, enfim, tudo o que der para ensinar, aprender e dar prazer de fazer. E há muitos passeios, viagens, acampamentos, teatro e espetáculo. Americano adora espetáculos! Não é à toa que a Broaday é daqui.






           


         

essa escola fica há 3 quarteirões daqui da nossa casa e é de ensino médio


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Coisas boas e ruins nos EUA


             Hoje faz um mês e dois dias que estou aqui em Newark, estado de Delaware, estudando. No começo tudo é lindo. As comidas são uma novidade e parece que estamos vivendo um sonho. Depois começamos a fazer comparações com o nosso país e achar que aqui tudo funciona perfeitamente e que a terra da gente realmente deixa a desejar. Já estou na fase de sentir saudades até dos defeitinhos do Brasil, como a "falta de educação", claro, com moderação.


o lado bom dos EUA:
1. a organização;
2. a educação as pessoas- por favor, obrigada, sinto muito e com licença chegam a enjoar;
3. o ar quente em todos os ambientes fechados, nesse inverno que chega a -20 °;
4. as comidas prontas e o excesso de opções de compras.
5. roupas, calçados e maquiagem muito baratos;
6. praticar inglês (of course!);
7. Nova York;
8. museus, muitos!
9. a beleza da neve;
10. não precisar jogar papel do banheiro no lixo.



o lado ruim dos EUA (ele existe?)
1. nevascas, que não nos deixam sair de casa;
2. a falta do arroz com feijão (nossos);
3. quase toda comida salgada é doce;
4. as frutas e verduras são caras;
5. só se compra à vista;

6. como diz minha filha, essa terra é do demônio. É muita coisa para comprar!

7. as cidades são feitas para os carros, que são milhares. Mesmo em uma cidade pequena como Newark (cerca de 30.000 habitantes). Os semáforos levam horas para abrirem para pedestres e ninguém se importa. Isso porque você provavelmente está curtindo um frio de no mínimo -15 °. 

8. Os ônibus que televam aos outlets (sim, aqui os lugares de compras são bem afastados das cidades), passam de uma em uma hora (naquele frio que falei acima) e ninguém se importa, afinal só os pobres andam de ônibus. Humilhante.
9. Pasme! O MEGABUS (ônibus interestadual que inclusive nos leva a Nova York), além de caríssimo (18 a 25 dólares) nos apanha em um lugar no meio do descampado aqui em Newark. Rodoviária? Guarita?O que é isso? Em Nova York? Pior ainda! Sabe o ponto de ônibus que vai para Cândido Mota, aquele que fica em frente ao restaurante Ravena? É chique perto do de Nova York. Mais uma vez: pobre não anda de ônibus.






Assim que eu for lembrando mais coisas eu atualizo aqui.