Vanguart

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

As redes sociais


Faz um tempinho que eu ando pensando nas mudanças provocadas pelo Orkut e pelo Facebook na vida das pessoas. Só para citar duas das mais famosas redes sociais.
Milhões de adolescentes passam as noites, os dias e finais de semana inteirinhos prostrados em frente de seus computadores, notebooks e ipads. Nenhuma surpresa quanto a isso, afinal de contas, como disse um apresentador famoso da MTV em seu programa de ontem à noite, ele não consegue imaginar como os jovens conheciam pessoas e faziam amigos e namorados antes da internet.
Ficou chocado? Eu não. Quando fui adolescente também tive dificuldades para fazer amigos e arrumar namorados. Bem, na verdade eu tinha algumas amigas, mas namorados... então desenvolvi alguns comportamentos característicos para me virar e sobreviver naquela fase assustadora da vida dos humanos. Enquanto ficava aborrecida em casa porque minhas amigas lindas e loiras saíam com os aspirantes a bofes, comecei a me interessar por duas atividades: música e livros.
Hoje limitarei-me a comentar que os livros fizeram maravilhas aos meus pensamentos. Não é preciso lembrar do que é capaz um bom livro na cabeça de quem precisa ajustar seus parafusos. O papel que as histórias desempenhavam em minha mente é semelhante ao que acontece quando o Gustavo lá de Goiânia resolve adicionar a Maria Luísa de Porto Alegre à sua conta do Facebook. Ele entra no mundo da fantasia. Vá lá que as fotos e as informações sejam verídicas, ainda assim há muito que se descobrir sobre a pessoa que está longe. E por isso se investiga, se imagina e a coisa fica excitante. As comparações com a literatura param por aqui, porque por mais interessante que o enredo de uma paixão via internet possa ser, só na literatura vão se juntar gramática, retórica e arte, combinação das grandes obras e o que as faz inesquecíveis.
Com a rapidez das coisas hoje em dia é muito natural que a internet invada os lares em busca desse bando de jovenzinhos desengonçados e inseguros. Que bom que ela exite e que seja a estratégia para que façam amigos e namorados.
Não há mal nenhum nisso. É apenas marca do tempo em que estamos vivendo. E diga-se de passagem, é uma marca tão atraente que aqui estamos, milhares de tiozões e tiazonas tagarelando pela internet.

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