Vanguart

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Festas de final de ano.



Fico pensando se sou anormal ou de outro planeta, porque esquisita isso já sei que sou. Acontece que, durante essa época do ano, Natal e Ano Novo, a vida das pessoas muda fabulosamente.
Até acho saudável que nos preparemos para dias diferentes, pois fazem parte da tradição e dão ânimo aos dias novos que virão, mas será que os natais pomposos existem em todos os lares?
Sem fazer demagogia sobre os fatores sociais dos menos favorecidos e etc, quero apenas refletir a cerca dos fru-frus e do brilho das ceias nos lares dos "chiques e famosos". Hoje em dia, fica mais fácil ver as cenas de novela desse povo nos facebooks da vida. É tudo muito perfeito, muito vermelho e verde, muitos sorrisos e poses. Será que não rola nenhum barraco? Será que todos os tios, cunhados e agregados se amam profundamente?
Pode ser influência das revista "Caras" ou da Rede Globo e essa vontade de ser celebridade, tão em moda hoje em dia. Alguém irá me dizer que ninguém quer expôr os podres e que estes vão pra debaixo do tapete. Mas que é engraçada essa mania de querer ser quem não se é e viver uma outra vida, isso é.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

As redes sociais


Faz um tempinho que eu ando pensando nas mudanças provocadas pelo Orkut e pelo Facebook na vida das pessoas. Só para citar duas das mais famosas redes sociais.
Milhões de adolescentes passam as noites, os dias e finais de semana inteirinhos prostrados em frente de seus computadores, notebooks e ipads. Nenhuma surpresa quanto a isso, afinal de contas, como disse um apresentador famoso da MTV em seu programa de ontem à noite, ele não consegue imaginar como os jovens conheciam pessoas e faziam amigos e namorados antes da internet.
Ficou chocado? Eu não. Quando fui adolescente também tive dificuldades para fazer amigos e arrumar namorados. Bem, na verdade eu tinha algumas amigas, mas namorados... então desenvolvi alguns comportamentos característicos para me virar e sobreviver naquela fase assustadora da vida dos humanos. Enquanto ficava aborrecida em casa porque minhas amigas lindas e loiras saíam com os aspirantes a bofes, comecei a me interessar por duas atividades: música e livros.
Hoje limitarei-me a comentar que os livros fizeram maravilhas aos meus pensamentos. Não é preciso lembrar do que é capaz um bom livro na cabeça de quem precisa ajustar seus parafusos. O papel que as histórias desempenhavam em minha mente é semelhante ao que acontece quando o Gustavo lá de Goiânia resolve adicionar a Maria Luísa de Porto Alegre à sua conta do Facebook. Ele entra no mundo da fantasia. Vá lá que as fotos e as informações sejam verídicas, ainda assim há muito que se descobrir sobre a pessoa que está longe. E por isso se investiga, se imagina e a coisa fica excitante. As comparações com a literatura param por aqui, porque por mais interessante que o enredo de uma paixão via internet possa ser, só na literatura vão se juntar gramática, retórica e arte, combinação das grandes obras e o que as faz inesquecíveis.
Com a rapidez das coisas hoje em dia é muito natural que a internet invada os lares em busca desse bando de jovenzinhos desengonçados e inseguros. Que bom que ela exite e que seja a estratégia para que façam amigos e namorados.
Não há mal nenhum nisso. É apenas marca do tempo em que estamos vivendo. E diga-se de passagem, é uma marca tão atraente que aqui estamos, milhares de tiozões e tiazonas tagarelando pela internet.