Vanguart

terça-feira, 29 de março de 2011

Estatística




Que a vida é doida eu sei e todo mundo também. Que um dia estamos felizes e no outro nos sentimos o pior dos mortais é a mais pura verdade.
Tenho passado longos dias pensando, contabilizando meus ganhos e minhas perdas. Coisa de gente estranha, mas não é de hoje que sei que os meus parafusos nunca foram arrochados. Há pouco menos de um mês, tinha tanta pena de mim que fiz questão de passar mais tempo dormindo do que acordada, pra não lembrar de tanto sofrimento.
Fiz verdadeiras equações, coloquei meus abacaxis no Excell, ano a ano: adolescência mega fofa com quilinhos a mais, a bolsa de estudos que ganhei mas não desfrutei, as paixões não correspondidas, o pau no vestibular, quebrar a cara no primeiro emprego, sem contar algumas tragédias que não compensa nem citar porque não é a finalidade da conversa.
Depois acrescentei meus êxitos.
A ciência diz que os seres humanos tendem a valorizar e a lembrar dos momentos felizes, porque o cérebro tem um mecanismo que bloqueia a lembrança dos momentos dolorosos, para a própria sobrevivência da espécie. Hum... minhas estatísticas revelam que embora entre mortos e feridos, eu tenha sobrevivido, contrariando a ciência, é um filme melancólico que permanece na minha cabeça.

Um comentário:

Ulisses Coelho disse...

talvez se fossemos fazer um balancete da vida, no clássico estilos débito e crédito, o maior crédito q compensa qq débito seria o ato de viver.

love you