Vanguart

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Monday, Monday

No dia em que eu nasci, a música número 1 nas paradas da Billboard era Monday, Monday, dos The Mamas and the Papas. Antiguinha essa, hêim? Se você também quiser saber que som te embalou no berço, clique aqui: http://www.joshhosler.biz/NumberOneInHistory/SelectMonth.htm

Segunda, Segunda- The Mamas and the Papas

Bah-da bah-da-da-da...Bah-da bah-da-da-da...Bah-da bah-da-da-da...
Segunda, segunda,tão boa para mim,
Manhã de segunda, foi tudo que eu esperava que fosse.
Manhã de segunda, a manhã de segunda não poderia imaginar
Que na noite de segunda você ainda estaria aqui comigo.
Segunda, segunda,
não posso acreditar naquele dia.
Segunda, segunda, às vezes simplesmente termina desse jeito.
Oh, manhã de segunda, você não me deu nenhum aviso do que iria
acontecer.
Oh, segunda, segunda, como você pôde partir e não me levar?
Dia sim, dia não; dia sim, dia não;Dia sim, dia não da semana é ótimo, sim.
Mas sempre que a segunda-feira chega,Você pode me encontrar chorando o tempo todo.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

down em mim


Eu não sei o que o meu corpo abriga
Nestas noites quentes de verão
E nem me importa que mil raios partam
Qualquer sentido vago de razão
Eu ando tão down
Eu ando tão down

Outra vez vou te cantar, vou te gritar
Te rebocar do bar
E as paredes do meu quarto vão assistir comigo
À versão nova de uma velha história
E quando o sol vier socar minha cara
Com certeza você já foi embora
Eu ando tão down
Eu ando tão down

Outra vez vou te esquecer
Pois nestas horas pega mal sofrer
Da privada eu vou dar com a minha cara
De panaca pintada no espelho
E me lembrar, sorrindo, que o banheiro
É a igreja de todos os bêbados
Eu ando tão down
Eu ando tão down
Eu ando tão down
Down... down

domingo, 13 de fevereiro de 2011

A tristeza em pé


"Se você me vir por aí certamente pensaria: lá vai uma garota com as duas pernas, os dois olhos, os dois ouvidos, pelo menos uns dois paus na conta bancária e nenhuma catástrofe significativa pesando em seus dois ombros perfeitos. Ou não pensaria nada porque nada em mim grita.Não tenho motivos para gritar.Lá vai mais uma garota de pé. Sem motivos óbvios ou convincentes para se contorcer de dor por aí.Ou sem nenhuma justificativa para se encolher,desistir,correr de quatro,se esconder em cantos,colar a testa na parede e querer que o mundo vire para o lado até as paredes virarem chãos.Eu sou só uma garota com a vida boa e,por isso,uma garota que segue a vida em pé.Seria até um pecado não dar valor a vida, não é mesmo?Com tanta gente pior por aí,não é mesmo?Seria um pecado não ser absolutamente feliz.E sorrir o tempo todo.E seguir a vida em pé.Depois eu voltei do supermercado cheia de sacolas e umas das sacolas, muito pesada, fez um vergão no meu braço.E o que isso tem de triste? Sei lá,mas eu fiquei triste pra cacete.E o gordo do meu prédio que deixa a esteira completamente melada de suor me deprime demais(...) E o prédio de trás, com seus pagodes dominicais?Me deprime tanto que eu gostaria que assassinato não desse cadeia. Eu gostaria de explodir todos eles.E depois dormir em paz. Mas eu não durmo em paz nunca,mesmo quando estou dormindo em paz.Eu acordo e penso “olha, estou dormindo em paz”.Isso definitivamente não é dormir em paz!E quando vou ver,lá estou eu mais uma vez,dobrando esquinas,cruzando ruas,fazendo curvas, dando setas,entrando em lugares,me despedindo,saindo do banho,abrindo a geladeira,mudando o canal. Sempre de pé.Absolutamente triste e de pé.Eu e minha tristeza em pé(...)E eles já não sofrem mais e não culpam ninguém.E eu também já não sofro mais e nem me culpo.E tudo passa por um tempo e vamos sorrir,vamos ao cinema,vamos dormir depois do almoço do domingo.E daqui uns dias vamos caminhar por aí,com a nossa dor sem motivos. E,principalmente por isso, uma dor filha da puta.E vamos em frente.Eretos com nossa tristeza. Porque a alegria sempre carrega essa certeza de que a alegria é falsa. E a tristeza sempre volta, ainda mais em pé que a gente. Sobre a nossa cabeça.Tirando sarro da nossa ilusão. E o único jeito de ser mais malandro que a tristeza é sendo cínico. E lá vai a garota. Comprar pão quente com seu cinismo(...) Amar com seu cinismo. Porque só o cinismo vence a tristeza. Porque só o cinismo é mais triste do que a tristeza. E eu virei um muro alto feito de pedras cheias de pontas. E coitada da moça da padaria e do moço da farmácia. Porque lá vai uma garota trator. Sempre de pé, carregando seu corpo sempre no chão. Sempre com pressa, pressa de acabar logo com tudo. Para poder deitar um pouco. Para poder dividir a tristeza com a gravidade. Para parar de fingir que tudo bem andar por aí carregando essa merda dessa tristeza. Sempre de pé. Afinal, seria um pecado não ser absolutamente feliz, com tanta gente pior por aí, não é mesmo? Eu não consigo simplesmente deixar morrer e nascer de novo. Porque todos os dias eu nasço de novo, com a esperança que a tristeza fique na outra vida. Mas a tristeza nasce comigo. E nós saímos para trabalhar, comprar pão ou sonhar em explodir o prédio do pagode. Sempre de pé. Somos dois animais de pé. Um ao lado do outro. Dentro do outro. Em cima do outro. Mas sempre juntos. Mesmo quando a alegria ocupa todos os espaços. Ainda assim a tristeza está lá, disfarçada de alegria. E a ausência da tristeza é apenas uma linha de trem.Anunciando que o trem existe, só saiu por um tempo. Daqui a pouco ele volta, maquinando, bufando e atropelando minha cabeça. E o trem corre deitado, mas eu sigo em pé. Afinal, seria um absurdo uma menina com uma vida tão boa não seguir assim (...) E nunca ninguém me odiou ao ponto de me matar, mas eu me sinto morta todas as vezes que alguém deixa de me amar. E eu não estava naquele avião e nem naquele buraco. E nem tem terremotos na minha cidade. Mas nem por isso eu me sinto voando. Mas nem por isso eu deixo de sentir a terra em cima da minha cabeça. Tudo a minha volta treme e chacoalha mais que aquele brinquedo Samba no parquinho. De quando eu era criança e tinha medo de vomitar. E eu não comi nada estragado e nem estou ajoelhada no bidê. Eu nem tenho bidê. Mas sinto a eminência de uma ânsia podre e de joelhos o tempo todo. E eu continuo andando por aí, em pé com minha tristeza. Mas minha sombra está de lado, deitada no chão. Talvez porque assim esteja minha alma.Talvez porque isso seja viver, para quem é de verdade, para quem pensa um pouco, para quem sente um pouco, para quem lê jornal de manhã. Talvez apenas porque é meio dia."

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

dor



A cada dia que passa fico mais medrosa. Pode passar o tempo que for e eu não perco a covardia. Hoje fui ao dentista para começar um tratamento de canal. Me instalei na poltrona e me agarrei aos seus braços como quem está prestes a cair em um precipício. Meus olhos estalados observando cada movimento do dentista e eis que ele pega rapidamente a injeção de anestesia.
Eu sabia que não ia ser moleza. "Vai doer um pouquinho..."- disse o carrasco. Por que falar isso? Será que ele não percebe que a palavra tem poder? Isso é bíblico! Dito e feito. Conforme o facínora me picava, eu ia me afastando até quase cair da cadeira.
Percebendo a minha agonia o dentista começou a cantar. Sim! O meu dentista é metido a tenor italiano. O repertório é eclético. A escolhida de hoje foi uma música do Almir Sater: "quando uma estrela cai, no escurão da noite, e um violeiro toca suas mágoas, então os óio dos bichos, vão ficando iluminados rebrilham neles estrelas de um sertão enluarado..."
Que vontade de mandar o dentista para bem longe!
Boca anestesiada, é hora de abrir o canal. E lá vem o terrível motorzinho. Nesse momento comecei a rezar fervorosamente e a fazer inúmeras promessas caso não sentisse dor. Infelizmente, não alcancei sucesso e mal o motorzinho relou no meu dente dei um salto da cadeira, de tão agudo o meu tormento.
"Tá doendo?"- disse o perverso. "Nããão, imagina! Sou atriz e resolvi ensaiar, interpretar uma personagem para passar o tempo, justo aqui..."- deu vontade de falar.
"É que o motorzinho relou na polpa do dente, na parte mais sensível..."
"Jura?"
E lá vem mais anestesia. Dessa vez direto no meio do dente, na carne, na tal polpa.
Olha, desde os quatro anos de idade passo por intervenções cirúrgicas. Comecei pela extração das amídalas, depois de um tumorzinho nas pálpebras aos doze anos, duas cesarianas, uma histerectomia, duas cirurgias para retirar parte da tireóide (uma delas para retirada de um câncer), uma mastectomia mais recentemente, oito quimioterapias e trinta sessões de radioterapia, ufa. E daí? Essa variedade de cirurgias não serviram para me tornar uma pessoa cheia de coragem. Muito pelo contrário.
Estou ficando pateta, um ser que não se pode considerar por não ser exemplo para quem vai passar por situações dolorosas.
Será que vai doer? Vai sim! E muito!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Gosto


Eu acho bromélia a coisa mais linda do mundo. Tá bom, uma das coisas mais lindas do mundo. Eu tenho uma. Acontece que faz dois anos que ela vive comigo e nada de ser mamãe, de dar florzinhas.
Ora, ora, então tive a inédita ideia de procurar saber mais sobre minha hóspede no google. Aí tive uma tentaçãozinha de mudar o título desse texto para: "O conhecimento é irresistível", mas desisti pela falta de originalidade.
Vamos combinar que não me tornei nenhuma especialista em bromélias, mas como nesse mundo nada é por acaso, e esse nada é por acaso não é plágio do Nélson Rodrigues, descobri que as bromélias são parentes muito próximas dos abacaxis. Tanto que, o abacaxi foi uma espécie de bromélia que chegou à mesa dos europeus após a segunda viagem de Cristovão Colombo à América.
Gente! Quem me conhece sabe que abacaxi é a minha fruta pre-fe-ri-da!
Quer mais? A bromélia é uma flor ANDRÓGENA! Isso quer dizer que ela mistura características femininas e masculinas em um único ser,ou seja, nela mesma. Resumindo: ela não é nem masculina nem feminina.Mas isso é pra lá de moderno!
Eu já estava muito exibida com a minha pesquisa e com todo o conhecimento que estava adquirindo quando a tristeza tomou conta do meu ser: a bromélia só floresce uma vez na vida, já na idade adulta. Depois de florir, ela dá os brotos – seus filhotes – na lateral. E assim completa o seu ciclo de vida. Triste não?
É, nem tudo são flores nessa vida e preciso me conformar com a possibilidade próxima da minha bromélia me deixar...

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Para ti


Foi para ti

que desfolhei a chuva

para ti soltei o perfume da terra

toquei no nada

e para ti foi tudo



Para ti criei todas as palavras

e todas me faltaram

no minuto em que falhei

o sabor do sempre



Para ti dei voz

às minhas mãos

abri os gomos do tempo

assaltei o mundo

e pensei que tudo estava em nós

nesse doce engano

de tudo sermos donos

sem nada termos

simplesmente porque era de noite

e não dormíamos

eu descia em teu peito

para me procurar

e antes que a escuridão

nos cingisse a cintura

ficávamos nos olhos

vivendo de um só olhar

amando de uma só vida



Mia Couto

Os sete sapatos sujos


Às vezes me pergunto: de onde vem a dificuldade em nos pensarmos como sujeitos da História? Vem sobretudo de termos legado sempre aos outros o desenho da nossa própria identidade. Primeiro, os africanos foram negados. O seu território era a ausência, o seu tempo estava fora da História. Depois, os africanos foram estudados como um caso clínico. Agora, são ajudados a sobreviver no quintal da História.
Estamos todos nós estreando um combate interno para domesticar os nosso antigos fantasmas. Não podemos entrar na modernidade com o atual fardo de preconceitos. À porta da modernidade precisamos de nos descalçar. Eu contei sete sapatos sujos que necessitamos deixar na soleira da porta dos tempos novos. Haverá muitos. Mas eu tinha que escolher e sete é um número mágico.

O primeiro sapato:
a ideia que os culpados são sempre os outros
e nós somos sempre vítimas
Nós já conhecemos este discurso. A culpa já foi da guerra, do colonialismo, do imperialismo, do apartheid, enfim, de tudo e de todos. Menos nossa. É verdade que os outros tiveram a sua dose de culpa no nosso sofrimento. Mas parte da responsabilidade sempre morou dentro de casa.
Estamos sendo vítimas de um longo processo de desresponsabilização. Esta lavagem de mãos tem sido estimulada por algumas elites africanas que querem permanecer na impunidade. Os culpados estão à partida encontrados: são os outros, os da outra etnia, os da outra raça, os da outra geografia.
Caros irmãos: Estou completamente cansado de pessoas que só pensam numa coisa: queixar-se e lamentar-se num ritual em que nos fabricamos mentalmente como vítimas. Choramos e lamentamos, lamentamos e choramos. Queixamo-nos até à náusea sobre o que os outros nos fizeram e continuam a fazer. E pensamos que o mundo nos deve qualquer coisa. Lamento dizer-vos que isto não passa de uma ilusão. Ninguém nos deve nada. Ninguém está disposto a abdicar daquilo que tem, com a justificação que nós também queremos o mesmo. Se quisermos algo temos que o saber conquistar. Não podemos continuar a mendigar, meus irmãos e minhas irmãs.

Segundo sapato:
a ideia de que o sucesso não nasce do trabalho
Nunca ou quase nunca se vê o êxito como resultado do esforço, do trabalho como um investimento a longo prazo. As causas do que nos sucede (de bom ou mau) são atribuídas a forças invisíveis que comandam o destino.

Terceiro sapato:
O preconceito de quem critica é um inimigo

Quarto sapato:
a ideia que mudar as palavras muda a realidade


Sou de um tempo em que o que éramos era medido pelo que fazíamos. Hoje o que somos é medido pelo espetáculo que fazemos de nós mesmos, pelo modo como nos colocamos na montra. O CV, o cartão de visitas cheio de requintes e títulos, a bibliografia de publicações que quase ninguém leu, tudo isso parece sugerir uma coisa: a aparência passou a valer mais do que a capacidade para fazermos coisas.


Quinto sapato -
A vergonha de ser pobre e o culto das aparências
A pressa em mostrar que não se é pobre é, em si mesma, um atestado de pobreza. A nossa pobreza não pode ser motivo de ocultação. Quem deve sentir vergonha não é o pobre mas quem cria pobreza.
Vivemos hoje uma atabalhoada preocupação em exibirmos falsos sinais de riqueza. Criou-se a ideia que o estatuto do cidadão nasce dos sinais que o diferenciam dos mais pobres.


Sexto Sapato -
A passividade perante a injustiça

Sétimo sapato -
A ideia de que para sermos modernos temos que imitar os outros
Todos os dias recebemos estranhas visitas em nossa casa. Entram por uma caixa mágica chamada televisão. Criam uma relação de virtual familiaridade. Aos poucos passamos a ser nós quem acredita estar vivendo fora, dançando nos braços de Janet Jackson. O que os vídeos e toda a sub-indústria televisiva nos vem dizer não é apenas “comprem”. Há todo um outro convite que é este: “sejam como nós”. Este apelo à imitação cai como ouro sobre azul: a vergonha em sermos quem somos é um trampolim para vestirmos esta outra máscara.
O resultado é que a produção cultural nossa se está convertendo na reprodução macaqueada da cultura dos outros. O futuro da nossa música poderá ser uma espécie de hip-hop tropical, o destino da nossa culinária poderá ser o Mac Donald’s.
Na realidade, só existe um modo de nos valorizar: é pelo trabalho, pela obra que formos capazes de fazer. É preciso que saibamos aceitar esta condição sem complexos e sem vergonha: somos pobres. Ou melhor, fomos empobrecidos pela História. Mas nós fizemos parte dessa História, fomos também empobrecidos por nós próprios. A razão dos nossos actuais e futuros fracassos mora também dentro de nós.
Mas a força de superarmos a nossa condição histórica também reside dentro de nós. Saberemos como já soubemos antes conquistar certezas que somos produtores do nosso destino. Teremos mais e mais orgulho em sermos quem somos: moçambicanos construtores de um tempo e de um lugar onde nascemos todos os dias. É por isso que vale a pena aceitarmos descalçar não só os setes mas todos os sapatos que atrasam a nossa marcha coletiva. Porque a verdade é uma: antes vale andar descalço do que tropeçar com os sapatos dos outros.

Mia Couto
texto completo em: http://www.triplov.com/letras/mia_couto/sete_sapatos1.htm

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Fazendo arte


Nunca pensei que um dia iria ter vontade de pintar alguma coisa na minha vida. Meus desenhos na época do colégio erram horríveis. Até hoje só rabisco florzinhas e casinhas. As aulas de Arte dos meus anos escolares seguiam a moda das "letras bastão". Coisa mais inútil. Cadernos e cadernos de desenho com pautas feitas pelos alunos, e depois preenchidas milhões de vezes com todas as letras do alfabeto. Uma das minhas raras lembranças de uma aula "diferente" foi na 5ª série, quando a professora propôs que espetássemos um sabonete Francis com alfinetes e lantejoulas. A obra de arte foi oferecidas às nossas mães, no dia dedicado à elas. Até hoje não posso sentir o cheiro do Francis...
Acontece que a gente muda, ufa, e há uns meses atrás resolvi que queria pintar flores numa tela. Fui à loja, comprei a tela, as tintas e pinceis. Procurei ainda uma gravura bem legal e copiei o seu contorno. Olha, nunca é tarde pra ser feliz. A pintura não ficou lá aquelas coisas, mas me deu uma alegria tão grande, que antes de terminar o trabalho eu já havia comprado outra tela.
Aí está ela. Ainda não terminei, mas com certeza farei muitas outras.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

que calor!


Eu realmente detesto calor. Não é porque tem estado muito quente nos últimos dois meses, mas sempre preferi o inverno. Passo mal, sinto enjoos e dores de cabeça conforme a temperatura vai subindo ao longo do dia e só volto a ficar bem quando a chuva do final da tarde, típica do verão, resolve cair. Infelizmente não chove todos os dias.
Tenho pensado seriamente em me mudar para uma região onde as temperaturas sejam mais amenas...