Vanguart

domingo, 25 de setembro de 2016

Argentina 2016














quarta-feira, 22 de junho de 2016

Direito

William Shakespeare

Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama, contudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.

Portanto... Plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!

quarta-feira, 23 de março de 2016

Elas


          Os cronistas costumam dizer que qualquer fato é motivo para um (bom) texto. Uma caneta que cai da mesa, o cachorro latindo na rua tarde da noite, a sirene do carro da polícia. Muitos autores anotam acontecimentos em seus caderninhos, para não esquecer. Hoje em dia digitam notinhas nos celulares também. Mas porque estou dizendo isso? É porque esse texto começou a ser desenhado no domingo, enquanto eu folheava meus álbuns de fotos antigas à procura de algumas boas imagens para fazer uma homenagem à Sandra, já que ontem seria seu aniversário. O pensamento continuou a brilhar quando eu tomava uma fresca, antes da janta- e portanto contrariando Drummond- tagarelava no WhatAapp com a Marlene sobre política e com a Érica sobre cabelos secos. 
           Então eu analisei por algumas horas o que tenho pensado desde domingo. O que faz essas mulheres malucas gostarem tanto de estar juntas? Claro que todas já pensaram isso. E todo mundo também já faltou em vários encontros. Todas já acharam fulana chata demais. Todas também já se perguntaram: "O que aquela ali está fazendo no NOSSO grupo? Ela não é uma LULU!" Eu mesma já confessei que me senti muito mal no encontro na casa da Valéria, quando todas expuseram uma espécie de curriculum vitae. 
               Sem contar a gritaria de todas juntas. As risadas discretas. As piadas. Qualquer pessoa de fora do grupo não entenderia. Como podem essas quinze mulheres aproximadamente funcionarem tão bem? Enquanto escrevo eu vou me lembrando das figurinhas... Silvana Guerra rindo que nem ela só. Acho que ela é a que mais se diverte. Silvinha falando forte e espanholado, um meio que querendo botar ordem, mas no fim só serve para a gente cair na risada. A Valéria só ri e pergunta, "o que vocês acham?" - não se enganem, de boba não tem nada. A Marlene quer ser brava. Briga, resmunga e dá as ordens. Sem ela os encontros não acontecem. A carranca é para esconder o coração. A Jacqueline Onassis também dá umas resmungadinhas, mas se diverte pra caramba. E se tiver cerveja então? A Inês está sempre fina e elegante. No Chile deu dicas incríveis, não é Jacque? O melhor coração quem tem é a Isabella. Pudera! Ela é taurina! A Soninha ainda é uma mocinha. Se a matricularmos no Clybas ela vai ser confundida com aluna. Ela tem alma de criança. Minha amiga Samara absorveu as características calientes da disciplina da qual é maestra, o español. Portanto é a mulher fatal espanhola, a andaluza avassaladora, a heroína  da novela mexicana que espera pelo último capítulo para ser finalmente feliz para sempre. A Sandra Barbosa e a Kátia voltaram aos tempos do ginásio. Acho que do grupo são as Lulus que mais convivem.  A Fernanda eu também relaciono à escola. Se fosse uma das minhas alunas eu acho que seria aquela que sempre quer fazer perguntas. A Sandra Ogeda é uma luz, uma Lulu que só traz amor e paz aos encontros. A Gracinha é uma menina sapeca. A Myrinha é um presente bom, porque ela nos deixou no meio do colegial, então agora a recuperamos, êba! A Baixinha é alegre e é uma gostosura estar com ela. A Marisa eu vejo pouco, mas sei que ela é minha prima e querida. A Neusa some às vezes, mas nos encontramos esses dias e conversamos, que coisa boa! A Renata eu lembro do Fernando Amaral, não tem jeito. E que netinha linda! A Verinha se pudesse levava todo mundo pra casa, tirava os móveis da sala, colocava carteiras e lousas e brincava de 2º Básico Secundário B. 
               















quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Sabor picanha grelhada

                      Quando  estava prestes a fazer a primeira mastectomia, eu realmente havia entregado todos os meus pontinhos. Breve resumo dos meus sentimentos nos meses que antecederam esse dia terrível: eu resolvi que não ia mais levantar da cama. Durou três dias. Dias de choro e revolta. Então uma amiga brava e corajosa veio me ordenar que levantasse imediatamente e tratasse de parar de ser bunda mole. Eu ainda tive de simular uma valentia incomum perante minhas filhas e sorrir aos quatro ventos. Fui obrigada a fazer cara de paisagem quando o médico me disse que iria fazer uma espécie de varredura e investigar tim tim por tim cada pedacinho do meu ser. Até então eu não imaginava que poderia ter câncer noutro órgão. É, as coisas sempre podem piorar. E para alguém ansiosa como eu, processar todas essas informações em pleno início de dezembro, significa que comeria todas as unhas das mãos e pés (caso eu gostasse), pois exames, hospitais e centros cirúrgicos não querem nem saber se você tem uma doença horrorosa no final do ano. O problema é seu. Férias e recesso é direito de todos e então eu só pude estar com os meus pontinhos prontos para serem entregues no início de feveveiro do ano seguinte. Foram dois meses de calvário.
                          Minutos antes da enfermeira vir me buscar para a sala de cirurgia, a simpática paciente que estava na cama em frente à minha sucumbiu. Câncer de útero. Que bom presságio. Morrer é só isso?- eu pensei. Não fosse por minhas filhas, posso garantir que estava tranquila, pronta para o que desse e viesse. Até hoje. 
                          O mundo tem ficado muito atraente mesmo. Essas tecnologias, esses celulares, eu confesso que não vivo mais sem. A gente sai às ruas e vê uma explosão de cores, letreiros e vitrines. Tudo brilha e é luz. Hoje comprei um salgadinho desses Elma Chips. Pingo de Ouro. Lembro que comprava Pingo de Ouro na 5ª série e lá se vão quase quarenta anos, mas... sabor picanha grelhada? Que é isso companheiro? O duro não é morrer. Difícil é ter de ficar sem essas novidades que vêm em bandos, todos os dias, aguçando nossos olhos, ouvidos e todos os sentidos. Como viver sem aquele molho barbecue que agora os supermercados importam dos EUA? Aliás, como morrer sem? 

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

https://repositoriosdelinguaportuguesa.wordpress.com/


Meu blog acadêmico.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014